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100Destino

Onde um destino sem destino procura um destino entre cem.

100Destino

Onde um destino sem destino procura um destino entre cem.

30.04.08

Apoeta


Paulo José Martins

Olvido este escuro obscuro e frio

e cristalizo-me entristecido no vazio.

Submerso numa fracção de segundo

este melancolismo vazio e profundo.

Neste espaço, não passo de um traço

o que resta finjo que não presta

corro para longe da vontade de ser monge.

 

Morre a noite longa na madrugada solitária

e sobrevivo à penumbra descrente e imaginaria

deste alheamento vital e desconcertante,

sobra o teu olhar doce, a ternura  diamante .

Sonho contigo pela noite sobrenatural.

Já não tenho paciência para esta cadência,

constante desespero insolúvel e fatal.

Mas dentro de mim inexorável persiste,

um calor, um desejo inflamável existe,

crescendo suave e florescendo o espaço

onde irei naufragar a alma no teu regaço.

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