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100Destino

Onde um destino sem destino procura um destino entre cem.

100Destino

Onde um destino sem destino procura um destino entre cem.

12.05.08

Resignado.


Paulo José Martins

 

      Acordei no meio da noite sentindo o frio lúgubre da tua ausência. E querendo-te perto de mim mergulho acordado num sonho impossível de reviver.

  Continuo a tactear no escuro e por instinto o calor do lugar que ocupaste na minha vida que continua disponível para ti e só para ti.
      Tenho constante em mim o sentido da saudade que me corta em cerce pelo peito e que me faz sangrar sem derramar uma gota. Passo os dias nisto. Inerte, melancólico permanente, sonho ver-te voltar para mim, vejo-te pairando etérea na minha direcção fazendo votos de alegria., prometendo paz.
      Os caminhos sem destino da memória apesar de turvos tem se tornado o meu único refugio, o esconderijo pleno, eremita do passado onde a alegria é uma ilha solarenga no inverno do espírito.
      Só me resta viver e reviver resignado à nossa felicidade que apesar de plena e límpida foi algo efémera, um suspiro doce, breve que nos ocorreu e que numa fracção se dissipou deixando-nos apenas com a vontade férrea de voltar a viver felizes assim outra vez..
     Eram fortes e profundos os momentos em que juntos mudávamos as regras do universo. Tal era a força da união apaixonada em que subtraiamos a existência e diferenciávamos as dimensões apenas com o sabor suave dos momentos indefiníveis em que os meus lábios encontravam os teus.

 

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