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100Destino

Onde um destino sem destino procura um destino entre cem.

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Onde um destino sem destino procura um destino entre cem.

22.02.15

A Força das Palavras.


100destino

 

 

Sinto na pele a forca das palavras. É como se o poder da metáfora me corresse nas veias. Letra após letra o movimento angular das frases como que nos hipnotiza e transporta.

Produz um viver dentro de outro viver que nos é mais real. Mergulhamos em mares inóspitos e em vidas complexas onde emergimos numa versão melhor de nós próprios.

É a metamorfose do texto, uma força conexa e indelével que mexe com o mais intimo do nosso ser. É por isso que eu leio. Porque ao viver a provação de outros descubro mais sobre mim, sobre a minha realidade, a minha existência. Procuro encontrar a chave fundamental da condição humana e nessa viagem emergir como alguém melhor.

 

 

 

15.02.15

A Magenta da Madrugada.


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Olho pela janela salgada chove a passagem das nuvens. Relâmpagos empestam o ar de luz e transtorno. Agarro-me a mim com o medo visceral de me perder dentro do meu eu. Castigo a pele do sono com a chibata do pesadelo como se eu fosse o meu maior inimigo.

A noite nua refresca a intempérie da alma como a geada sobre um convés de mármore. Descanso a cabeça na almofada como uma lapide morta e finjo que a maré destituiu o tempo do seu percurso.

Sinto na lareira as achas efervescentes da sincope idónea. Chamusca-me a pele o toque repentino da madrugada. O nascer do solstício penumbra a magenta da madrugada e um novo dia recomeça, mais uma vez...sem fim.