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100Destino

Onde um destino sem destino procura um destino entre cem.

100Destino

Onde um destino sem destino procura um destino entre cem.

28.06.15

Peço-te Uma Última Vez.


100destino

 

Onde estás? Procuro-te entre a multidão cega e por mais que pergunte ninguém me ouve. Grito surdo no burburinho da multidão e em mim só se abate o desespero de não te ouvir.

Ver os teus paços a voltar para mim. Para os meus braços solitários exorcizando a sensação de que me deixaste. Volta. Peço-te uma última vez. Voltaremos a ser felizes nas madrugadas inertes regadas ao tinto da madrugada insone.

E nas nossas gargalhadas navegará o vento das sílabas soletradas com amor. Afinal com quatro letrinhas apenas se escreve a palavra: Fica.

 

14.06.15

Prosa Frenética.


100destino

 

São quase cinco da manhã e eu aqui de olho nesta folha branca que me foge. Procuro segurar nela o rebanho de palavras brancas, invisíveis por contraste.

Elas estão lá. Eu sei. Oiço-as.

Estão escondidas de mim, fazem troça da minha falta de tato. Perpassam-me entre os dedos os parágrafos e eu quase que apanho a última silaba por entre os dedos já incapazes no fervor da insónia.

Mas hei-de apanhá-las, descobri-las, despolas em conjunto prosaico e por fim ouvi-las balir a melodia da prosa frenética.