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100Destino

Onde um destino sem destino procura um destino entre cem.

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Onde um destino sem destino procura um destino entre cem.

26.07.15

Labirinto de Náusea.


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Sempre aquela mágoa que me assusta. Uma fina dor que cresce, que alastra suavemente pelos interstícios da alma. Dissolve lentamente toda a vontade, todo o discernimento.
É como uma morte interior que fere e nunca se alcança. Deixa-se de existir por dentro nesta casca sólida da rotina.
E só se a liberdade surgisse como um maremoto e destruísse as paredes férreas desta realidade atroz é que talvez pudesse emergir vitorioso deste labirinto de náusea que nos leva à loucura.

 

19.07.15

Existência Nula.


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A cada passo caio. Levanto-me agarrado a umas paredes de mãos que não conheço. Tateio num incessante apalpar que agarra coisa nenhuma.
Percorro neste labirinto onde perdura o vácuo e nada encontro nesta existência nula. O meu gesto ninguém vê, ninguém ouve. Pergunto me se existe mais alguém ou estaria sozinho?
Um solitário estigma carnal quer ao sarar definha, desaparece, morre sem deixar a cicatriz de uma qualquer recordação.

 

12.07.15

Eterno Retorno.


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Apressam-se as nuvens de desgosto sobre esta planície moribunda. As gotas escorrem-me pela face cravando fissuras solitárias na pedra fundamental do viver em pleno.
Vivo da superstição egoísta de que procuro um divino amor. E enquanto este me acha carbonizado na tristeza perco-o por entre os dedos da angústia nesta maré dormente em que os sentidos se perdem numa espiral de eterno retorno.

 

 

 

05.07.15

A Pureza da Loucura.


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Na escuridão, entre uma pequena faixa de luz, um sabre cortante penetra matando a escuridão que me isola, que me protege.

Esta aguilhoada na alma que me ferve os nervos, tolha-me o julgamento até ao ponto de eu ser uma peça de angústia.

Não posso mais com esta luz. Procuro dentro do negrume interior um sitio onde esconder o corpo da sevícia luminosa e nada me resta a não ser me resignar ao definhamento apenas possível pela genuína pureza da loucura.