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100Destino

Onde um destino sem destino procura um destino entre cem.

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Onde um destino sem destino procura um destino entre cem.

28.08.15

Fifty Shades of Alice in Wonderland – Melinda Duchamp. - Critica.


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      Aqui temos uma paródia tanto à serie “Fifty Shades.”, como a “Alice no País das Maravilhas.”. Algo que ao contrário do “Fifty Shades.” original, foi feito com bom gosto e sem pretensiosismos, sejam eles literários ou eróticos.
      É um bom livro para se ter no Tablet, E-reader ou Smartphone. Serve bastante bem para passar o tempo nas horas mortas. A escrita torna o livro suficientemente interessante para nos mantermos a virar as páginas e as cenas eróticas têm bastante picante para nos dar aquele leve friozinho na barriga.
     O autor aqui apresenta-nos uma Alice renovada. Uma Alice que na frustração provocada pela incapacidade do namorado Lewis, embarca numa viagem pelo país das maravilhas. Estando o teor dessas maravilhas intimamente associado às fantasias sexuais desta pós-adolescente insatisfeita.
     O sentido de humor é muito leve, o autor como que pisca o olho ao leitor e chega a quebrar a chamada “quarta barreira”. Se não nos tira uma gargalhada, tenho a certeza que consegue, pelo menos fazer-nos sorrir.
     Critica: 6.5/10

 

16.08.15

Unos.


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Voltas-te na maré calcaria do sono e perto de mim floresces ambígua num desabrochar florido. Cada gesto um beijo meu. E tu perdida nesse jardim de miasmas soporíferos respondes-me com um adeus em suspiro.
Quem sou eu senão uma alma flutuante, perdida, gravitando solenemente em teu redor. Preso para toda a eternidade ao teu amplexo gravítico.
E dele viver até que na síncope nos tornemos unos.

 

09.08.15

Síncope Etérea.


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Como me afogo nesse beijo solitário que me queima boca em arremessos de paixão. A pele eriçasse na antecipação de um novo toque e na penumbra de uns olhos fechados imagino-te nos meus braços para sempre.
Vogo na antecipação inerte de te beijar outra vez e na fantasia errónea a aniquilação lunar de viver nos teus braços.
Esse beijo doce e quente que na sofreguidão me exulta e exprime numa sincope etérea de uma paixão desmesurada.

 

02.08.15

Quem Conhece a Forma da Tristeza.


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Quem conhece a forma da tristeza? O seu manto chega lentamente às escondidas e nos cobre lentamente. Suavemente surge dentro de nós esta pequena dor que nos aquece. Esta dor que já conhecemos de outros tempos, que nos é íntima e apesar de tudo vamos ficando.

Andamos de braço dado com a nossa tristeza enquanto esta nos consome as vísceras e nos dilui a alma em consortes de angústia. E nós, subservientes a esta morte, ficamos aconchegados a este desamparo, a esta dor que nos leva docemente pela mão e nos consome inteiros.