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100Destino

Onde um destino sem destino procura um destino entre cem.

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Onde um destino sem destino procura um destino entre cem.

26.02.16

A Planície Deserta Deste Desespero.


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41. Sinto um excesso de oxigénio a assaltar-me as sinapses. Tudo é muito, tudo é
demais. Há lá fora um mundo inteiro a descobrir e eu aqui aninhado na púbis
imberbe da minha infância. Não consigo descolar da planície deserta deste
desespero.

24.02.16

Na Bruma Salgada.


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39. Imagino-a à beira-mar, delicada na bruma salgada da onda que rebenta
inesperadamente a seus pés. Uma risada e o seu sorriso perpassa todos os grãos de
areia do universo dando à minha pessoa uma razão de ser, de existir… de estar vivo.

22.02.16

Os Corpos Caidos Das Outras Pessoas.


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37. A calçada fala comigo dizendo que gostava de ter pés e que as estradas deviam de
ser feitas de pessoas. Eu respondo que as estradas são feitas de pessoas. Existem
pessoas a caminhar sobre os corpos caídos de outras, sem nunca lhes estenderem a
mão. Sem nunca se importarem.

19.02.16

Tudo Se Perde.


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36. De noite a chuva não caía no meu âmago. Nem os teus braços afagavam o meu
peito. Pela janela entra sem pedir a risca luminosa de um ruído que reverbera e se
perde. Tudo se perde.

18.02.16

Uma Morte Eminente.


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35. As mãos apertavam a garganta que escoava o sangue de uma morte eminente.
Surge um murmúrio interior que se perde nas entrelinhas. Lentamente a
consciência se dissolve de uma forma impercetível. Sentia-se que por definição a
vida era uma procura inconsciente da morte.

17.02.16

O Fuzilamento Literário.


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34. Lembro-me que cremámos o pedro. Insistia no manuscrito como se o mundo
dependesse de gotas de tinta borradas no papel. A prosa toda alinhada, as letras
como condenados à espera de serem executados por fuzilamento literário.

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