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100Destino

Onde um destino sem destino procura um destino entre cem.

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Onde um destino sem destino procura um destino entre cem.

28.11.16

Onde Colar Os Selos Diamantinos Dos Meus Beijos.


100destino

      Onde te escondes do dilúvio de lágrimas que a ti dedico? A cada pedra lacrimal estilhasse em abraços que poderia ter existido a cada segundo desta ficção. Faltam-me os teus braços, na noite imberbe que me cobre de solidão falta a luz solarenga de um olhar momentâneo.
      Partiste antes de chegar. Via-te ao longe acreditando no adamastor que pontilhava ao fundo desta tempestade que me consumia em chamas que fulguravam do céu. Nos teus olhos um sorriso, uma promessa de paraíso, um doce espirito de definição que o englobassem numa qualquer teoria de esclarecimento.
      Diz-me onde procurar esse peito álveo, onde colar os selos diamantinos dos meus beijos, o colo álveo, inexplorado onde me possa perder como labirinto infinito de delicias. Morreria feliz rocando as paredes labirínticas que escondes dentro de ti. Esse âmbar rosado, colhido em folhados de mel bebia o teu corpo como seiva única, definição absoluta de amor, calor que emana sem esforço de um corpo languido de espectativa. Dissolvido na ansia de chegar mais alem, mais fundo o gosto de amar.
     Todas as vidas possíveis surgem num único momento que já perdidos nesta floresta de infortúnio, queimamos em adoração o envelhecido mapa da restituição. Nada nos toca em cada qual. Ficamos apenas a solução, a pedra filosofal que a cada gota nos une como corpo de um mesmo coração.

21.11.16

Os Nexos Complexos Finalmente Coalesciam Nos Amplexos.


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     As noites chegaram finalmente em que o amor pulava as margens soltas deste rio de luz e claridade e palavras e gestos. Os nexos complexos finalmente coalesciam nos amplexos.
     Perto de mim persiste o cheiro noturno de flores que desabrocham. O mais pequeno perfume reverbera como um foco de luz que me diz onde estas. De onde vens. que futuro veste a tua pele sôfrega. O caminhante sofre usurpado pela luz incandescente desta chuva de estrelas.
     Algures nos entrefolhos do amor a esperança cresce em mares frenéticas de prazer. Quem seremos nós senão a imagem espelhada duma ideia. Uma perceção fugaz que se cria e logo desvanece não deixando traço que alguma vez existiu. Apenas deixou uma sombra de memoria, um fantasma errante de uma sensação que se oprime por existir. Um fugaz lugarejo de recordação onde podemos viver secularmente sem deixarmos, no entanto, de sofrer a dor paliativa de existir.
     Sei que por momento estiveste perto de mim. Um dia existiu o lugar em que nos tempos imemoriais a membrana ventosa do nosso destino se tocou criando um universo alternativo. Um momento em que a queda do firmamento uniu todas as formas viventes num único ponto de paixão.

14.11.16

A Dor É Apenas Um Estado Magnético Do Universo.


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     Cada segundo perdia se neste deserto de emoções que encontravam permeando a memória, o segundo momento de cada hora aflita. Na hora da morte até a tortura mais cruel nos parece como paliativo divino, o momento de paz que se perdeu de nós. 
     Seremos apenas um dia talvez o estado de graça de átomos aleatórios fugindo de si para si e encontrando-se apenas por um breve fugaz momento de companhia solidário que na sua soma gerava no seu ventre o nosso conhecimento. O momento em que sabemos que existimos. Que damos conta que a dor é apenas um estado magnético do universo.
     Subitamente do borbulhar de vulcões perdidos no oceano vulgar de existir surgiu uma ilha de sabor. Um perfume exalando em flores de luz, pétalas vibrantes percorreram o meu corpo num afagar elétrico. Tudo dentro de mim ecoou, reverberou nas paredes adornadas do sofrimento, o momento em que o tu surgiu dentro de mim.
    Nunca mais partirei deste segredo supersónico, nunca mais sofrerei as agruras de me pensar sozinho. A solidão morreu definhada pelo vento solar de um sorriso. Uma tangente milagrosa do teu olhar passou por mim de leve, lentamente, e no breve momento o seu toque sem peso entrou fundo no meu coração e a partir dai nunca mais as somas de mim se subtraíram nos miasmas tóxicos do desespero.

07.11.16

o Veneno Tóxico Da Loucura.


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      Houve me tempos a faculdade imberbe de descobrir os eventos do passado. Um destino distópico, disforme dissolvida nos ácidos da consciência. Algures na intempérie do desgosto sossegava-me o especto dialético do saber.
      De outros modos ouvia-se discutir nas solarengas noites de um inverno festivo que a vida faltava pelos nós das costuras invisíveis. Haveria dentro desta realidade esquecido um método que nos usava os sentidos e impedia o sono de chegar ao amor.
      Podíamos viver um todo tempo sem nunca tocar a falange de cor de uma pele desconhecida e perdidos neste marasmo insensível cairmos na loucura insondável do pesadelo. Achávamos que era de todo o proibido de pensar, o raciocínio indelével dos sentimentos ofuscava todas as noções de existir fora deste martírio. Tudo o que encontrávamos era insondável ao desespero de nascer.
      A amargura na luz de inverno entrava pelos interstícios do corpo minando a alma de um veneno tóxico da loucura. As imagens coincidentes do desespero fulguravam magmáticas na fresta das falanges. Escapava se por entre os dedos o amigo sono de paz que desabitava as noites, madrugadas de insónia onde marulhavam os espíritos funestos da alma.