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100Destino

Onde um destino sem destino procura um destino entre cem.

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Onde um destino sem destino procura um destino entre cem.

14.06.15

Prosa Frenética.


Paulo José Martins

 

São quase cinco da manhã e eu aqui de olho nesta folha branca que me foge. Procuro segurar nela o rebanho de palavras brancas, invisíveis por contraste.

Elas estão lá. Eu sei. Oiço-as.

Estão escondidas de mim, fazem troça da minha falta de tato. Perpassam-me entre os dedos os parágrafos e eu quase que apanho a última silaba por entre os dedos já incapazes no fervor da insónia.

Mas hei-de apanhá-las, descobri-las, despolas em conjunto prosaico e por fim ouvi-las balir a melodia da prosa frenética.